22 Jan 2010 @ 10:25 AM 

Quantos debates já houve à volta da questão: qual o café mais forte? O curto ou o cheio?

Aqui está a resposta (pela Delta Cafés):

Em resposta à sua questão, venho por este meio informar-lhe de que:

Bica “curta”

  • Volume total – ± 25 cc
  • Conteúdo de cafeína 87,0 mg

Bica “normal”

  • Volume total – ± 35 cc
  • Conteúdo de cafeína 94,5 mg

Bica “cheia”

  • Volume total – ± 45 cc
  • Conteúdo de cafeína 98,1 mg

Sendo assim, podemos concluir que um café expresso (vulgar “bica”), resulta da pressão a que a água atravessa as partículas de café moído e da consequente emulsão que essa pressão origina, das substâncias gordas do café – os óleos aromáticos e os colóides – o que caracteriza e distingue esta bebida das restantes pela sua densidade, creme, corpo e sabor persistente na boca.

Reconhece-se um bom expresso pela cor e textura do creme à superfície, o qual deverá ser levemente acastanhado (cor avelã) e com ligeiras nuances mais escuras no centro e sem “Bolhas”. A sua espessura deverá ser de 3 a 4 mm e consegue-se analisar essa espessura se ao deitarmos açúcar na bebida, o creme consiga sustentar durante poucos segundos essa quantidade de açúcar, indo-se depositando no fundo da chávena de forma gradual.

Quero-lhe pedir desculpa por só agora lhe estarmos a responder e quero aproveitar para lhe informar de que caso necessite mais alguma informação, por favor não hesite em contactar-nos novamente!

Resumindo quanto mais tempo a agua passar pelo café, mais cafeína e bica tem !

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 16 Mar 2009 @ 11:28 AM 

PROFESSORA:   Maria, aponta no mapa onde fica a América do Norte.
MARIA:  Aqui está.
PROFESSORA:  Correcto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA:  A Maria.

– // —

PROFESSORA:  João, menciona uma coisa importante que exista hoje e que não havia há 10 anos atrás.
JOÃO:     Eu!

– // —

PROFESSORA:  Francisco, porque é que andas sempre tão sujo?
FRANCISCO:  Bem, estou muito mais perto do chão do que a Srª. professora.

– // —

PROFESSORA:  Agora, Simão, diz-me sinceramente, rezas antes de cada refeição?
SIMÃO:  Não professora, não preciso. A minha mãe é uma boa cozinheira.

– // —

PROFESSORA:   Artur, a tua composição ‘O Meu Cão’ é exactamente igual à do teu irmão. Copiaste-a?
SIMÃO:   Não.  O cão é que é o mesmo.

– // —

PROFESSORA:  Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO:   Professora

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 12 Mar 2009 @ 10:17 AM 

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das “melhores posições no Mundo” para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o “Magalhães” é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que “quem se mete com o PS leva”. Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de “malhar na Direita” (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a “falta de liberdade”. E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

IN : Jornal de Negocios

 10 Mar 2009 @ 9:36 AM 

Altas horas da madrugada, o casal acorda ao som insistente da campainha da casa. O dono da casa levanta-se e vai a janela e pergunta:

- O que é que você quer?

- Olá, eu sei que é tarde. Mas preciso que alguém me empurre. A sua casa é a única nesta região. Você tem que me empurrar!

Lixado da vida, o recém-acordado replica:

- Eu não te conheço, são 4 horas da manhã, e pedes-me para te ajudar? Ah! Vai-te lixar! Estás é bêbado. E ele volta para a cama. A sua mulher, que também acordou, não gosta da atitude do marido:

- Você exagerou. Você já ficou sem bateria antes, você bem que poderia ajudar esse tipo.

- Mas ele está bêbado – desculpa-se o marido.

- Mais um motivo para ajudá-lo – insiste a mulher. Ele não vai conseguir sozinho. Você, que sempre foi tão prestativo…

Tomado por remorsos, o marido veste-se e vai para a rua.

- Ok, vou ajudar-lo! Onde é que você está?

E o bêbado, gritando:

- Aqui, no baloiço!*

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 03 Mar 2009 @ 2:25 PM 

Com estes advogados como é que a JUSTIÇA não deveria ficar cega e surda! 

Estas são piadas retiradas do livro ‘Desordem no tribunal’. São coisas que as pessoas realmente disseram, e que foram transcritas textualmente pelos taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos realmente aconteciam à sua frente.

Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de Julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todos os anos.
______________________________________________
Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afecta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
Advogado : Você esquece… Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
__________________
Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
_____________________________________________
Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, ‘Onde estou, Bete?’
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
______________________________________________
Advogado : Diga-me, doutor… não é verdade que, ao morrer no sono, a pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
_____________________________________________
Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos…
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
______________________________________________
Advogado : Sobre esta foto sua…o senhor estava presente quando ela foi tirada?
_____________________________________________
Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 8 de Agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
_____________________________________________
Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum.
Advogado : E quantas eram meninas?
______________________________________________
Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
_______________________________________________
Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
____________________________________________
Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas…
______________________________________________
Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, sua resposta deve ser oral, está bem? Que escola você frequenta?
Testemunha: Oral.
____________________________________________
Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não… Ele estava sentado na maca, questionando-se por que razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
___________________________________________
Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de urina?
_____________________________________________
******* Esta é a melhor! ********
Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o pulso da vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor verificou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.
Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso de Direito em algum lugar!!!

 25 Fev 2009 @ 1:05 AM 

Vale e Azevedo vai a uma churrasqueira e pede ao empregado que embrulhe dois frangos. Enquanto o empregado embrulha os frangos, repara numas belas codornizes e pergunta ao empregado se pode trocar os 2 frangos por 4 codornizes, ao que o empregado responde:
- Claro que sim.
Depois de embrulhadas as codornizes e entregues ao cliente, este vai-se embora, quando o empregado irrompe:  
- Desculpe, mas o Sr. esqueceu-se de pagar as codornizes.
- Mas eu troquei-as pelos frangos! Disse Vale e Azevedo, "indignado" com a petulância do empregado.
- Mas também não pagou os frangos!
- Correcto, mas também não os levei …

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 25 Fev 2009 @ 1:04 AM 

Porque é que o elefante não pega fogo?
– Porque ele já é cinza.·

O que é que a galinha foi fazer na igreja?
- Assistir à Missa do Galo.

Como é que as enzimas se  reproduzem?
- Fica uma enzima da outra…

Por que o galo canta de olhos fechados?
- Porque ele já sabe a letra da música de cor.

O Batman pegou no seu bat-sapato social e no seu bat-blazer. Onde ele  foi?
-A um Bat-zado.

Como é que o o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palma.

Como se faz uma omelete de chocolate?
- Com ovos de páscoa !

Por que é que na Argentina as Vacas vivem a olhar para o céu?
- Porque tem "Boi nos  Ares"!

Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto…

Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor..

Por que a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro…

Já conheces a piada do fotógrafo?
- Ainda não foi revelada.

Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian.

Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria "assa pão".

O que é que um cromossoma diz para o outro?
- Cromossomos bonitos!

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 25 Fev 2009 @ 1:00 AM 

Em Londres há um velho barbeiro…

Um dia, um florista vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:

- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.

O Florista ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar à loja, o barbeiro encontrou uma dúzia de flores e um cartão que dizia ‘obrigado’.

Um dia, um polícia vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:

- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.

O polícia ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã  seguinte, ao chegar à loja, o barbeiro encontrou uma dúzia de doughnuts e um cartão que dizia ‘obrigado’.

Um dia, um português vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar, o barbeiro diz:

- Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade.

O  português ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar à  loja, adivinha o que o barbeiro encontrou à porta…

Vá lá… adivinha!

Vá!

Pensa como um  português…!!!

Tu consegues…

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 25 Fev 2009 @ 12:34 AM 

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos  ‘afro-americanos’, com vista a acabar com as raças por via gramatical – isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a ‘empregadas domésticas‘ e preparam-se agora para receber menção de ‘auxiliares de apoio doméstico‘ .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os ‘contínuos ‘passaram todos a ‘auxiliares da acção educativa‘.
Os vendedores de medicamentos,  com alguma prosápia, tratam-se  por ‘delegados de informação médica‘.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em  ‘técnicos de vendas‘.
O aborto eufemizou-se em ‘interrupção voluntária da gravidez‘;
Os gangs étnicos são ‘grupos de jovens
Os operários fizeram-se de  repente ‘colaboradores‘;
As fábricas, essas, vistas de dentro são  ‘unidades produtivas‘e vistas da estranja são ‘centros de decisão nacionais‘.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à ‘iliteracia‘ galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a  susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se  preços distintos nas classes ‘Conforto‘ e ‘Turística‘.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira…» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental…» – eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um ‘comportamento disfuncional hiperactivo’
Do mesmo modo, e para felicidade dos ‘encarregados de educação’ , os brilhantes programas  escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, ‘crianças de desenvolvimento instável’.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem  não vê é considerado ‘invisual‘. (O termo é gramaticalmente impróprio,  como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos – mas o ‘politicamente correcto’ marimba-se para as regras gramaticais…)
As putas passaram a ser ‘senhoras de alterne‘.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em ‘implementações‘, ‘posturas pró-activas‘, ‘políticas fracturantes‘ e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.                  
Estamos lixados com este ‘novo português’; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma  ‘politicamente correcta’.
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal? 
Ministra ! 
Antigamente, chamava-se Ex-ministra.

 21 Fev 2009 @ 5:50 PM 

Situação: O fim das férias.

Ano 1979:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2009:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1979:
Não se passa nada.

Ano 2009:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1979:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2009:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1979:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2009:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1979:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2009:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1979:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2009:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1979:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2009:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado ‘chocolate’ ao outro.

Ano 1979:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2009:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1979:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque ‘alguma deves ter feito’

Ano 2009:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.


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